A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta sexta-feira, 16/02/204, em R$ 258.549,11. Os touros estão lutando para manter o nível de US$ 52 mil buscando pavimentar o caminho de uma nova alta rumo a US$ 55 mil, que, por sua vez, liberaria o BTC rumo a US$ 60 mil ainda em fevereiro.

“Após se aproximar do patamar dos US$ 52 mil, o Bitcoin entra no seu segundo dia com pouca oscilação e mantém o patamar. Esses momentos mais lateralizados são saudáveis para termos a continuação do movimento mais consistente em seguida. O ETH tem o mesmo comportamento nos últimos dois dias e segue na zona dos US$ 2.800. Nos dados on-chain tivemos a saída de 11 mil bitcoin da posição dos investidores de longo prazo (LTH). No Ethereum foram 56 mil ETH de saldo líquido positivo colocados em staking.”, destaca André Franco, especialista do MB Research do Mercado Bitcoin.

Segundo Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget, após romper a barreira dos US$ 49 mil no carnaval, O BTC deve entregar altas até acima dos US$ 55 mil antes do halving, porém o mercado é uma eterna busca por liquidez, e o movimento que vimos ontem (15/02) no BTC pode ter freado a alta forte por alguns dias.

“O BTC subiu em disparada nos últimos 7 dias porque existiam mais de 1 bilhão de dólares a serem liquidados acima do preço de US$ 50 mil. Toda essa liquidez foi buscada pelo mercado, e agora vemos a maioria da liquidez abaixo de US$ 51 mil, como mostra o gráfico abaixo. Isso significa que mais players entraram na posição comprada e isso geralmente faz com que o mercado caia para buscar os contratos em aberto deixados por esses investidores”, disse.

Grafico liquidez BTC

Desde o início deste ano, a oferta detida por detentores de curto prazo (STH) aumentou em 400.000 BTC, com uma parcela significativa atribuída aos fundos e ETFs, mas outros investidores não ficam atrás, tendo adquirido pouco menos de 200.000 BTC.

Numero de Bitcoins comprados pelos investidores

Segundo Jag Kooner, chefe de derivativos da Bitfinex, o movimento atual do mercado se alinha com uma recuperação antes do halving, uma tendência observada em ciclos anteriores do Bitcoin. Historicamente, esta recuperação começa aproximadamente oito semanas antes do evento e tem o potencial de empurrar os preços para além dos máximos do ciclo anterior.

“Notavelmente, a semana passada marcou o ressurgimento do Bitcoin como um ativo de trilhões de dólares, em grande parte impulsionado pelos fluxos de ETF. A diminuição da pressão de venda do GBTC e as entradas consistentes em outros ETFs, com uma média diária de US$ 300-400 milhões, têm contribuído significativamente. É importante notar, no entanto, que o BTC hoje já está mais perto de seu máximo histórico anterior (ATH) antes da recuperação antes do halving em comparação com os ciclos anteriores”, disse.

Kooner destaca que com a alta do Bitcoin, tem havido um fluxo gradual de capital em direção ao mercado de altcoins, o que é comum quando o BTC registra altas significativas no meio de um mercado em alta. No entanto, devido ao grande número de projetos neste ciclo, houve um fluxo de capital para setores específicos.

“Esta mudança indica uma estratégia de investimento mais seletiva e focada no setor dentro do mercado mais amplo de altcoins”, destacou.

Uma das criptomoedas que tem se beneficiado deste movimento de alta do Bitcoin é o BGB, token nativo da exchange Bitget que registrou quase 90% de valorização nos últimos meses, e rompeu sua máxima histórica mais uma vez nas últimas 24h, como cerca de 18% de valorização.Alta do BGB

Em outra análise sobre o mercado, Sebastián Serrano, CEO e cofundador da Ripio, destaca que a redução pela metade da oferta de novos Bitcoins é um choque para o mercado e marca o ciclo do BTC.

Segundo ele, esse impacto na relação de oferta e demanda do ativo causa uma primeira alta de preço, gerando uma pequena bola de neve que atrai mais atenção do mercado e dos usuários, que acabam comprando mais Bitcoin, fazendo o preço subir e aumentando o número de desenvolvedores trabalhando em novos casos de uso para a tecnologia.

“O Bitcoin já estava se desenvolvendo em 2023, quando seu preço passou de pouco mais de US$ 16.600 em janeiro para quase US$ 42.300 em dezembro, com um aumento anual de 140% em seu preço. Além disso, esses tipos de tendências geralmente se estendem à Ethereum e a todo o ecossistema de altcoin. Ressalto que boas notícias para o Bitcoin são, em geral, boas notícias para todo o mercado cripto”, disse.

Portanto, o preço do Bitcoin em 16 de fevereiro de 2024 é de R$ 258.549,11. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0039 BTC e R$ 1 compram 0,0000039 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 16 de fevereiro de 2024, são: VeChain (VET), Bitget Token (BGB) e Arweave (AR) com altas de 22%, 15% e 14% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente – cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado “corrente de blocos” (block – bloco, chain – corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão.